Política Industrial
Brasil Mais Produtivo

O Programa Brasil Mais Produtivo é um programa de implementação rápida, de baixo custo, com o objetivo de aumentar a produtividade das empresas brasileiras e fortalecer o desenvolvimento regional do país.

A iniciativa é uma realização do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A governança do Programa B+P é exercida por meio de comitês nacionais para cada uma das ferramentas: os Comitês de Orientação Estratégica e os Comitês de Orientação Técnicas de Manufatura Enxuta, de Eficiência Energética e de Digitalização e Conectividade. Todos os comitês são coordenados pelo MDIC e compostos pelos parceiros do programa.

A iniciativa está presente em todos os estados da federação e, para participar, a empresa deve cadastrar-se pela página do programa na internet (www.brasilmaisprodutivo.gov.br), detalhando o setor e a localidade em que atua, além do número de funcionários.

Fase 1 - B+P Manufatura Enxuta – 2016 a 2018

Na primeira fase, a metodologia aplicada foi a de “manufatura enxuta", que envolve a redução de sete tipos de desperdícios que podem haver em processos produtivos: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. O programa teve como meta inicial o atendimento de 3 mil empresas. Essa primeira fase foi concluída no primeiro semestre de 2018.

Os resultados foram significativos: aumento médio de produtividade de 52,11% na linha de produção onde foi aplicada a metodologia; ganho médio anual estimado sobre investimento total de 11,11 vezes; retorno do investimento total em 5 meses, em média; enquanto a empresa tem retorno de seu investimento em apenas 23,56 dias. Além disso, nas empresas em que havia aderência com subferramentas relacionadas a redução de movimentação e de qualidade, houve uma média de redução de 60,59% de movimentação de trabalho e redução de 64,82% do retrabalho.

Edição Especial - B+P Manufatura Enxuta – 2018 e 2019

A Edição Especial faz parte do processo de avaliação do programa, também realizado pelo MDIC em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e com os demais parceiros do programa.

Nessa edição, será realizada a avaliação de impacto do programa, para analisar se e como o B+P afeta a produtividade das empresas industriais participantes. Haverá atendimento de 600 empresas na ferramenta manufatura enxuta, sendo as empresas alocadas de forma aleatória, via sorteio, entre dois grupos: atendidas no 2º sem./2018 ou atendidas no 1º sem./2019. A metodologia de avaliação garantirá comparabilidade entre os dois grupos de empresas atendidos em períodos de tempo diferentes.

Expansão Eficiência Energética – 2018 e 2019

Na primeira etapa do B+P (2016 – 2018) foi realizado o piloto da ferramenta de Eficiência Energética. O piloto buscou aplicar uma abordagem sistemática para o aumento da eficiência energética de sistemas produtivos, por meio da análise e melhorias no consumo de energia de recursos de produção, no chão-de fábrica, em indústrias, utilizando como base as premissas da ISO 50001

Os resultados médios das 48 empresas foram promissores. A redução média no consumo energético foi de 26,43 %. No total, a redução no consumo energético projetada foi de 12.103,5 MWh/a. A redução no consumo energético projetada com a implementação do plano de investimento sugerido foi de 6.422 MWh/a. O retorno sobre o custo do programa foi de apenas 4,71 meses, enquanto o retorno da contrapartida da empresa foi de 28 dias.

Para 2018 e 2019, estão previstos 300 atendimentos com recursos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Os critérios de seleção das empresas são: produção manufatureira; pequeno e médio portes (entre 11 e 200 empregados); preferencialmente inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs); apresentar custo significativo de energia na sua produção; setores contemplados:

  • Alimentos – Cadeia do Frio (CNAE 10);
  • Têxtil – Produção de Fios e Tecidos (CNAE 13);
  • Transformados plásticos – Injeção e Extrusão (CNAE 222);
  • Cerâmica Vermelha - Blocos e Telhas (CNAE 234);
  • Cosméticos – Higiene Pessoal & Perfumaria (CNAE 206);
  • Metalomecânico – Ferramentarias (CNAE 25).

As 300 vagas serão distribuídas em todo o Brasil. Clique aqui e faça a inscrição da sua empresa.

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