Corrente de comércio chega a US$ 5,864 bilhões na terceira semana de janeiro
20 de Janeiro de 2020

A balança registrou déficit de US$ 816 milhões no período, com importações superando as exportações; no mês, há superávit de US$ 934 milhões

A balança comercial brasileira registrou US$ 5,864 bilhões de exportações e importações, na terceira semana do mês de janeiro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20/01) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. O resultado foi gerado pela soma das exportações, no valor de US$ 2,524 bilhões, e importações, que chegaram a US$ 3,340 bilhões, com déficit de US$ 816 milhões no período. No acumulado do mês, a corrente de comércio alcançou US$ 16,760 bilhões, soma de US$ 8,847 bilhões em exportações e US$ 7,913 bilhões de importações, gerando saldo positivo de US$ 934 milhões.

Veja os dados completos da balança comercial

A média das exportações da terceira semana chegou a US$ 504,8 milhões, 44,1% abaixo da média de US$ 903,3 milhões até a segunda semana, em razão da diminuição nas vendas das três categorias de produtos. Os semimanufaturados baixaram 49,1%, de US$ 141,5 milhões para US$ 72 milhões, puxados por semimanufaturados de ferro ou aço, celulose, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles, e ferro-liga.

Nos básicos, a redução foi de 43,3%, de US$ 453,7 milhões para US$ 257,3 milhões, por conta de minério de ferro, petróleo em bruto, algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango, minério de cobre. Já nos manufaturados, o recuo foi de 43%, de US$ 308,1 milhões para US$ 175,5 milhões, em razão, principalmente, de aviões, álcoois acíclicos e seus derivados halogenados, óleos combustíveis, máquinas e aparelhos para terraplanagem, óxidos e hidróxidos de alumínio.

Do lado das importações, houve crescimento de 2,2% na mesma comparação – média da terceira semana, de US$ 668 milhões, sobre a média até a segunda semana, de US$ 653,4 milhões. A alta se deve, principalmente, ao aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, farmacêuticos, cobre e suas obras, bebidas e álcool, além de siderúrgicos.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de janeiro de 2020 (US$ 737,3 milhões) com a de janeiro de 2019 (US$ 822,0 milhões), houve queda de 10,3%, em razão das diminuições de 21% nas vendas de produtos manufaturados, de US$ 320,1 milhões para US$ 252,8 milhões – por conta de plataforma para extração de petróleo, partes de motores e turbinas para aviação, laminados planos de ferro ou aço, automóveis de passageiros, motores e turbinas para aviação –, e de 14,3% em semimanufaturados, de US$ 131,4 milhões para US$ 112,5 milhões – por conta de celulose, semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, ferro fundido, alumínio em bruto.

Por outro lado, cresceram as vendas de produtos básicos (+0,4%), de US$ 370,5 milhões para US$ 371,9 milhões, por conta, principalmente, de algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango, minério de ferro e petróleo em bruto.

Relativamente a dezembro do ano passado, houve diminuição de 14,7% nas exportações, em virtude da retração em produtos básicos (-22,3%), de US$ 478,6 milhões para US$ 371,9 milhões, e manufaturados (-12%), de US$ 287,5 milhões para US$ 252,8 milhões. No entanto, cresceram as exportações de produtos semimanufaturados (+14,2%), de US$ 98,5 milhões para US$ 112,5 milhões.

Importações no mês

Nas importações, a média diária até a terceira semana de janeiro de 2020 (US$ 659,4 milhões), ficou 11,5% abaixo da média de janeiro de 2019 (US$ 744,9 milhões). Nesse comparativo, diminuíram os gastos, principalmente, com aeronaves e peças (-34,6%), adubos e fertilizantes (-31,4%), combustíveis e lubrificantes (-17,9%), cereais e produtos da indústria da moagem (-16,3%), veículos automóveis e partes (-7,6%).

Na comparação com dezembro de 2019, houve crescimento de 10,3%, pelos aumentos em farmacêuticos (+41,4%), equipamentos eletroeletrônicos (+30,6%), plásticos e obras (+25,5%), equipamentos mecânicos (+23,5%), químicos orgânicos e inorgânicos (+13,2%).

Ministério da Economia