Balança comercial tem déficit de US$ 0,72 bilhão em fevereiro
17 de Fevereiro de 2021

Exportações caíram 11,9% pela média diária e somaram US$ 7,63 bilhões. Já as importações cresceram 13,4% e totalizaram US$ 8,35 bilhões até a segunda semana do mês

A balança comercial brasileira registra déficit de US$ 0,72 bilhão em fevereiro, até a segunda semana do mês, enquanto a corrente de comércio diminuiu 0,3%, pela média diária, alcançando US$ 15,98 bilhões. Comparado a fevereiro de 2020, as exportações caíram 11,9% e somaram US$ 7,63 bilhões. Já as importações cresceram 13,4% e totalizaram US$ 8,35 bilhões, segundo resultado parcial do mês divulgado nesta quarta-feira (17/02) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME).

Somente na segunda semana de fevereiro, a corrente de comércio foi de US$ 7,478 bilhões. As exportações no período alcançaram US$ 3,946 bilhões e as importações, US$ 3,532 bilhões, o que resultou em um superávit de US$ 0,414 bilhão.

No ano a corrente de comércio é de US$ 46,722 bilhões, com as exportações somando US$ 22,437 bilhões e as importações, US$ 24,285 bilhões. O saldo está negativo em US$ 1,848 bilhão.

Veja os principais resultados da balança comercial

Nas exportações, comparada a média diária até a segunda semana de fevereiro de 2021 (US$ 762,91 milhões) com a de fevereiro de 2020 (US$ 865,69 milhões), houve queda de 11,9%, em razão da diminuição nas vendas em Agropecuária (-43,4%) e em produtos da Indústria de Transformação (-11,7%). Por outro lado, subiram as vendas na Indústria Extrativista (7,3%).    

A diminuição das exportações na Agropecuária foi puxada, principalmente, pela queda nas vendas de Soja ( -79,2%); Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-12,6%); Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos ( -56,7%); Lã e pelos em bruto ( -51,9%) e Arroz com casca, paddy ou em bruto ( -99,8%). 

Já na Indústria de Transformação, as principais reduções ocorreram nas vendas de Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-62,3%); Torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes ( -74,9%); Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada ( -24,7%); Obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns ( -53,5%) e Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas ( -12,9%). 

Nas importações, a média diária no acumulado de fevereiro de 2021 (US$ 835,16 milhões) ficou 13,4% acima da média de fevereiro do ano passado (US$ 736,52 milhões). Nesse comparativo, aumentaram as compras, principalmente, na Agropecuária (6,0%) e com produtos da Indústria de Transformação (+15,1%), enquanto houve redução na Indústria Extrativista (-12,8%).   

O aumento das importações da Indústria de Transformação foi impulsionado pela entrada de Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (+ 39.950,5%); Adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, (+ 67,8%); Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (+ 33,7%); Válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou fotocátodo, diodos, transistores (+ 29,5%) e Alumínio (+ 142,9%). 

Na Agropecuária, os maiores aumentos de compras do exterior foram de Milho não moído, exceto milho doce (+ 270,2%); Cacau em bruto ou torrado (+ 64,0%); Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (+ 18,1%); Arroz com casca, paddy ou em bruto (+ 679,6%) e Tabaco em bruto (+139,4%). 

Ministério da Economia